- Campos avança com planos para abrir dados bancários O Banco Central quer que os bancos abram aos concorrentes informações sobre seus clientes, de dados cadastrais e extratos a aplicações financeiras. O BC entende que as informações pertencem aos correntistas e que, se estes autorizarem, devem ser compartilhadas com outras instituições financeiras.O objetivo é estimular a concorrência entre os bancos e, assim, forçar a redução de tarifas e taxas de juros.A diretriz, segundo apurou o Valor, é parte de proposta do BC para regular o "open banking", sistema que permite a terceiros (no caso, outros bancos) acessar e até mesmo movimentar contas bancárias e meios de pagamentos, desde que tenham autorização do cliente. A autoridade monetária vem debatendo o assunto com bancos e fintechs. Leia mais view more
- A terceira revolução do mercado de investimentos O mercado de investimentos brasileiro mudou radicalmente nos últimos anos, mas o investidor ainda não tem muitos motivos para comemorar. Estamos deixando para trás, rapidamente, o modelo dominado por bancos, ultraconservador, com taxas elevadas e plataforma fechada.E migramos para uma era de agentes autônomos, que traz consigo vantagens como uma plataforma aberta e mais facilidade de acesso para os clientes. Mas que ninguém se engane: as taxas ainda são pouco atrativas diante do alto risco dos investimentos oferecidos.O modelo "Banco 1.0" trata os clientes como hipossuficientes e subentende que os gerentes não são especialistas de investimentos. Dessa forma, oferece principalmente produtos extremamente conservadores e de alta liquidez. Nesse ambiente, o objetivo é preservar o capital do cliente e evitar que ele adquira produtos com perfil de risco inadequado Com menos ênfase na performance, a plataforma aberta não se faz necessária. Leia mais view more
- Paulo Guedes e a isenção fiscal dos dividendos No segundo semestre de 2004, a Telefônica — ainda apenas uma operadora de telefonia fixa, antes da consolidação com a Vivo — aumentou os dividendos distribuídos. Suas ações, que negociavam com desconto em relação às da Telemar (atual Oi) com base no múltiplo FV/Ebitda, se apreciaram. Na época, trabalhando como analista e “portfolio manager” na gestora do BankBoston, suspeitei que aquela valorização decorresse principalmente da elevação do retorno com dividendos (“dividend yield”). Mas não tinha como provar, pois poderia ser derivada de outras razões. Leia mais view more
- Carteiras de baixa correlação com mercado se destacam SÃO PAULO - O momento entre o fim do ano passado e o início do atual ilustra bem o grau de imprevisibilidade que assola os mercados atualmente. Lá fora o mundo assistiu as incertezas ganharem corpo na encruzilhada do Brexit,no mais extenso “shutdown” da história do governo americano, nas idas e vindas do impasse comercial entre Estados Unidos e China, nos indícios de desaceleração do crescimento das economias avançadas, nas dúvidas sobre as perspectivas de lucros das companhias e nos sinais desencontrados sobre a política monetária dos EUA. No Brasil, todos esses temas ganharam ainda uma amplificação pelo fator político.Esse tipo de cenário costuma ser um desafio para os investidores porque reúne variáveis demais. Afinal, ponderam gestores ouvidos pelo Valor, qual modelo econométrico conseguiria prever um fechamento de 35 dias do governo americano? Ainda mais motivado por uma queda de braço entre o presidente dos EUA, Donald Trump, e a maioria oposicionista na Câmara dos Deputados sobre o financiamento do muro entre o país e o México? Leia mais view more
- Santander lança plataforma Pi com devolução de rebate É sob o mesmo discurso da "desbancarização" e democratização de investimentos que pautou o avanço das plataformas digitais independentes que o Santander colocou no ar ontem a Pi. O negócio nasce sob o modelo de arquitetura aberta, o que significa que vai ter na grade títulos bancários, ativos e fundos de terceiros. Apesar de ser uma empresa de tecnologia financeira ("fintech") 100% do grupo espanhol no Brasil, a operação não tem ligação com a Santander Corretora, atuará de forma independente, tendo como alvo os investidores fora da base do banco.O nome foi emprestado do ? matemático e o lançamento coincidiu com o "Pi Day", referência à notação americana da data 03/14, por 3,14 ser a aproximação mais conhecida do número ?. Leia mais view more
- Gestão de patrimônio cresce 20,5% e atinge R$ 116,4 bilhões A valorização dos ativos e a captação de clientes mais endinheirados pelos canais eletrônicos têm ampliado o número de famílias atendidas pelos escritórios de gestão de patrimônio. No ano passado, houve um incremento de 25,5%, para 7,2 mil grupos econômicos. O volume chegou a R$ 116,4 bilhões, uma alta de 20,5% em relação a 2017. Os dados são da Anbima, entidade que representa o mercado de capitais e de investimentos.Segundo Alexandre Quintas da Rocha Braga, vice-presidente do comitê de gestores de patrimônio da entidade, 2019 tende a seguir com bom ritmo, principalmente se houver a retomada das ofertas iniciais de ações (IPO, na sigla em inglês), um dos eventos típicos de liquidez que costumam alimentar o segmento de gestão de fortunas. "Caso contrário, só vamos ver a troca de private banking por casas de gestão de patrimônio", diz. Leia mais view more